domingo, 20 de dezembro de 2015


   Os benefícios da prática regular de atividade física no paciente com Doença de Parkinson (DP) tem importância nos aspectos motores, psicológicos e sociais, podendo ratardar sua progressão, principalmente no que diz respeito à rigidez muscular e lentidão dos movimentos.
   Smith (2003); Sasco et al (1992), sugerem que a atividade física possui um efeito neuroprotetor sobre o cérebro, auxiliando na proteção de várias doenças neurodegenerativas. Segundo seus estudos realizados com ratos, os exercícios poderiam diminuir a vulnerabilidade da dopamina à agentes agressores. A plasticidade do cérebro e seu poder regenerador podem ser melhorados com a atividade física.
CAMINHADA E MAL DE PARKINSON
   É comum pacientes com DP apresentarem diferentes graus de dificuldades para deambular. Até mesmo nos estágios iniciais da doença alguns indivíduos podem manifestar a cadência e diminuição do tamanho dos passos, ainda que a força, flexibilidade, postura e equilíbrio estejam preservados.
   Sunvisson (1997), realizou um estudo com pessoas que apresentam DP realizando caminhada em uma região montanhosa da Suíça. Ele verificou resultados positivos relacionados à melhora na redução do tempo na realização da atividade e da performance motora geral. Miyai (2000), elaborou um treino de caminhada durante 4 semanas com suporte de 20% do peso corporal em 10 indivíduos com DP. Obteve melhora nas atividades de vida diária, marcha e na performance motora, conseguindo resultados superiores daqueles obtidos apenas com o manejo da fisioterapia de forma isolada.
   A Associação Americana de Doença de Parkinson (APDA), oferece algumas dicas para a realização de uma caminhada mais segura e prazerosa para indivíduos com DP.
1. Ao andar ou ficar de pé, os pés devem ser mantidos separados aproximadamente 25 cm e não deve se cruzar;
2. Os pés devem elevar-se de maneira exagerada para desencorajar o arrastar de pé;
3. Os dedos devem varrer o chão para se evitar tropeços;
4. A oscilação dos membros superiores deve ser exagerada;
5. O paciente deve olhar para frente e não para o chão;
6. Os passos devem tender a ser mais longos;
7. Ao se virar, o paciente deve planejar fazer um grande arco, sem cruzar os pés;
8. Quando o paciente perceber que o andar está rápido, deve-se prontamente parar em pé, voltando ao ritmo inicial;
9. A marcha pode ser reassumida com passos altos e longos.

REFERÊNCIA

AZEVEDO, Rafael de; et al. Atividade Física e Doença de Parkinson. Revista Digital, Buenos Aires. Ano 11, N° 101. Octubre de 2006.

3 comentários:

  1. Como foi citado acima nem todos os portadores da Doença de Parkinson conseguem caminhar devido ao agravamento da doença.
    Pesquisadores da Universidade de Iowa, no Estados Unidos, fizeram uma experimentação com 60 pacientes com Parkinson em estágio leve e moderado. A regularidade do exercício de 45 minutos em frequência moderada três vezes por semana e provocou transformações importantes nas funções motora, no humor, cansaço, condicionamento físico e alguns aspectos de habilidades do pensamento.
    Os resultados, publicados na edição online da revista Neurology, ainda não foram confirmados em um estudo com um grupo controle, mas indicaram melhoras significativas. Com velocidade média de caminhada de cerca de 2,9 km/h e com os participantes se exercitando usando cerca de 47% de sua frequência cardíaca de reserva, a atividade se enquadrava na definição de exercício aeróbico de intensidade moderada.
    Os números das mudanças percebidas foram:
    - 15% dos pacientes tiveram melhora da função motora e humor;
    - 14% tiveram melhora de atenção e de controle de resposta dos movimentos;
    - 11% tiveram redução do cansaço;
    - 7% tiveram melhora da forma física e aumento da velocidade da marcha.
    No teste de função motora, os participantes melhoraram a uma média de 2,8 pontos, o que é considerado uma diferença clinicamente importante.


    Então, a caminhada ajuda sim o paciente de Parkinson, pois além de fazer bem para o cérebro, durante a caminhada ocorre o nascimento de novas células no hipocampo, região do cérebro relacionada à memória, que está relacionado ao processo de neurogênese e segundo pesquisas esse processo é fundamental no controle da depressão que muitos pacientes tendem a ter devido a sua condição de vida. Além de que ao andar também se preserva células produtoras de dopamina.
    É necessário que o paciente quando for tentar fazer uma caminhada procure se concentrar, tenha vontade, persistência e confiança de se arriscar, é interessante ter alguém do lado incentivando e dando assistência.
    Grupo:Gasto Energético

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  2. Todos nós sabemos dos benefícios da prática de atividade física regular para uma melhor qualidade de vida.Nos pacientes com Parkinson uma simples caminhada pode ter uma grande importância trazendo resultados benéficos não apenas em aspectos motores mas também em aspectos psicológicos e sociais alem de manter a saúde cardiorrespiratória.Mas alem da caminhada a pessoa com parkinson pode fazer outros tipos de exercícios como: alongamentos para assegurar a flexibilidade das articulações e dos tecidos moles; exercícios de resistência para fortalecer os músculos abdominais e de costas;natação, ioga, pilates .Logo o importante é manter o doente ativo,mas sempre com o cuidado de ter um acompanhamento profissional
    Grupo: Câncer e Exercício Físico

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  3. O mal de Parkinson são as perdas progressivas de algumas células de substância negra, fazendo com que os portadores da mesma percam principalmente a função de coordenação dos movimentos. Grandes são as chances de uma pessoa ter mal de Parkinson se ela ter tremores mesmo ela estando em movimento, lentidão dos movimentos, distúrbio de equilíbrio e perda de reflexos são alguns sintomas. Com a prática de atividade física qualquer pessoa consegue uma melhora na qualidade de vida, e em especial o paciente com Parkinson, pois eles são importantes na melhora do aspecto motor e também psicológico e social. Com os exercícios, com a prática deles, irá acontecer um retardo na progressão dos sintomas. A caminhada é uma das atividades de melhor aproveitamento na redução do tempo toda vez que você for praticar, melhorando a performance motora. Também melhora a postura e a flexibilidade, sempre buscando se exercitar diariamente e acompanhado de um profissional da área.

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