sábado, 31 de outubro de 2015

Entendo Parkinson

    A Doença de Parkinson (DP) é uma degeneração do sistema nervoso central (SNC), sendo uma doença crônica e progressiva. Causada pela diminuição de dopamina que é um neurotransmissor (substancia que ajuda a transmitir mensagens entre células nervosas). A dopamina é responsável pela realização de movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, graças a essa substância não precisamos estar pensando em cada movimentação que nossos músculos realizam. Sua falta, de forma particular em uma região encefálica denominada substancia negra, causa perda do controle motor, ocasionando assim sinais e sintomas característicos. Também denominado Mal de Parkinson foi descrito em 1817, pelo médico inglês James Parkinson, sendo caracterizado como um distúrbio neurológico. (Jack H. David Costil, 2000).
   Após vários estudos notou-se que a progressão da Doença de Parkinson (DP) deteriora a condição física, caracterizada pela pobreza de movimentos com diminuição de sua amplitude, perda de força, resistência muscular e equilíbrio, diminuindo assim a capacidade funcional do indivíduo. Sendo dessa maneira que o paciente com essa patologia deixa de executar suas atividades diárias com isso iniciará atrofia dos músculos de acordo com a lei do Desuso. Com o envelhecimento, todos os indivíduos saudáveis apresentam morte progressiva das células nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença.  A Doença de Parkinson acomete indivíduos idosos de ambos os sexos, podendo começar a se manifestar entre os 40-50 anos. Geralmente o início do quadro clínico se manifesta entre pessoas com faixa etária de 50 a 70 anos de idade. Contudo, podem-se encontrar pacientes com início da doença mais precoce, antes dos 40 anos e, até mesmo, abaixo dos 21 anos de idade. Além disso, a doença de Parkinson não distingue raça, classe social ou até mesmo sexo (TEIVE; MENEZES, 2003).
   O motivo que leva uma pessoa a desenvolver tal doença ainda é desconhecido, mas cientistas acreditam que  isso ocorra por causa do estresse oxidativo, que segundo Teive e Menezes (2003) acontece por meio de um mal funcionamento mitocondrial, o qual libera espécies reativas de oxigênio desencadeando assim processos inflamatórios decorrentes de reações bioquímicos.


REDE As varreduras do cérebro revelam a parte do cérebro que é ativa (vermelho mostra mais atividades; azul mostra menos), quando as pessoas não estão pensando em nada em particular. Em pessoas saudáveis (acima), estas áreas coordenadas do cérebro são chamadas de rede no modo padrão. Mas em pessoas com a doença de Parkinson leve a moderada (abaixo), uma nova rede, anormal, assume. P. SPETSIERIS ET AL/ PNAS 2015, ADAPTED BY S. EGTS
Referências:
http://maldeparkinson.blogspot.com.br/2015/02/cerebro-em-repouso-oferece-pistas-para.html> Consultado em 29 de outubro de 2015
EFDeportes.com, Revista Digital. 2011. Atividade física e Doença de Parkinson. Disnponível em < http://www.efdeportes.com/efd156/atividade-fisica-e-doenca-de-parkinson.htm >. Consultado em 30 de outubro de 2015.