Os benefícios da prática regular de
atividade física no paciente com Doença de Parkinson (DP) tem importância nos
aspectos motores, psicológicos e sociais, podendo ratardar sua progressão,
principalmente no que diz respeito à rigidez muscular e lentidão dos
movimentos.
Smith (2003); Sasco et al (1992), sugerem
que a atividade física possui um efeito neuroprotetor sobre o cérebro,
auxiliando na proteção de várias doenças neurodegenerativas. Segundo seus
estudos realizados com ratos, os exercícios poderiam diminuir a vulnerabilidade
da dopamina à agentes agressores. A plasticidade do cérebro e seu poder
regenerador podem ser melhorados com a atividade física.
CAMINHADA
E MAL DE PARKINSON
É comum pacientes com DP apresentarem
diferentes graus de dificuldades para deambular. Até mesmo nos estágios
iniciais da doença alguns indivíduos podem manifestar a cadência e diminuição
do tamanho dos passos, ainda que a força, flexibilidade, postura e equilíbrio
estejam preservados.
Sunvisson (1997), realizou um estudo com
pessoas que apresentam DP realizando caminhada em uma região montanhosa da
Suíça. Ele verificou resultados positivos relacionados à melhora na redução do
tempo na realização da atividade e da performance motora geral. Miyai (2000),
elaborou um treino de caminhada durante 4 semanas com suporte de 20% do peso
corporal em 10 indivíduos com DP. Obteve melhora nas atividades de vida diária,
marcha e na performance motora, conseguindo resultados superiores daqueles
obtidos apenas com o manejo da fisioterapia de forma isolada.
A Associação Americana de Doença de
Parkinson (APDA), oferece algumas dicas para a realização de uma caminhada mais
segura e prazerosa para indivíduos com DP.
1.
Ao andar ou ficar de pé, os pés devem ser mantidos separados aproximadamente 25
cm e não deve se cruzar;
2.
Os pés devem elevar-se de maneira exagerada para desencorajar o arrastar de pé;
3.
Os dedos devem varrer o chão para se evitar tropeços;
4.
A oscilação dos membros superiores deve ser exagerada;
5.
O paciente deve olhar para frente e não para o chão;
6.
Os passos devem tender a ser mais longos;
7.
Ao se virar, o paciente deve planejar fazer um grande arco, sem cruzar os pés;
8.
Quando o paciente perceber que o andar está rápido, deve-se prontamente parar
em pé, voltando ao ritmo inicial;
9.
A marcha pode ser reassumida com passos altos e longos.
REFERÊNCIA
AZEVEDO,
Rafael de; et al. Atividade Física e Doença de Parkinson. Revista Digital,
Buenos Aires. Ano 11, N° 101. Octubre de 2006.












