domingo, 22 de novembro de 2015

Exercício anaeróbico para o tratamento de Parkinson


         Nos últimos anos foram feitas pesquisas que mostraram um crescente interesse à prática de exercícios como tratamento para problemas de mobilidade em pessoas com Doença de Parkinson (DP). O exercício físico em intensidades adequadas vem se tornando um método importante de prevenção e tratamento da DP. Como por exemplo, a prática de exercícios anaeróbicos e, principalmente, aeróbicos. O treinamento de força (resistido) é o tipo mais eficaz de exercício anaeróbico. Dentre os sintomas da Doença de Parkinson, a bradicinesia e a fraqueza muscular expõem como os aspectos motores mais incapacitantes, responsáveis por queixas relacionadas a dificuldades no desempenho das atividades da vida diária e maior nível de dependência.
        Estudos controlados e randomizados (ECR) conduzidos por alguns autores têm demonstrado que o treinamento de força convencional (TF) melhora a força muscular, a área de secção transversa do músculo (Falvo et al., 2008) e a qualidade de vida (Corcos et al., 2013, Dibble et al., 2009) de pacientes com DP. No entanto, os efeitos positivos do TF nos sintomas motores no estado on da medicação, na disfunção cognitiva, na mobilidade, na inibição pré-sináptica e na inibição recíproca são limitados. Por exemplo, os sintomas motores no estado on da medicação não apresentaram qualquer alteração após três ou 24 meses de TF (Dibble et al., 2009, Hass et al., 2007, Corcos et al., 2013).
Além de proporcionar mais disposição, energia, aumentar a massa muscular, ser indicada para todas as idades e, para os mais vaidosos, ainda melhorar a aparência, a musculação  pode ser também, uma aliada contra o Mal de Parkinson. De acordo com um estudo realizado na Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, esta atividade é capaz de amenizar os danos motores causados por esta doença e proporcionar mais qualidade de vida.
O estudo realizado pela Universidade de Illinois, dos EUA, acompanhou durante dois anos portadores de Mal de Parkinson  que não estavam fazendo uso de qualquer medicamento para a doença. Um grupo foi submetido a exercícios de musculação, alongamento e exercícios de equilíbrio durante uma hora, duas vezes na semana. Os resultados foram surpreendentes.
Diversos sintomas como rigidez e tremores foram atenuados, configurando uma verdadeira regressão dos sintomas da doença. Foi constatada não apenas melhora nestes sintomas como ainda melhora na coordenação motora dos voluntários. A grande surpresa foi que estes resultados acabaram relacionados diretamente à prática de levantamento de pesos, ou seja, à musculação, e não ao alongamento e às atividades para coordenação motora.
Estes resultados foram apresentados oficialmente em um encontro da Academia Americana de Neurologia e o tratamento de pacientes portadores de Mal de Parkinson e vem tomando novo direcionamento, deixando de lado atividades que busquem aprimorar a coordenação motora ou alongamentos e priorizando exercícios de força.

REFERÊNCIAS

O papel do Exercício na Doença de Parkinson. Disponível em: <http://vivamelhoronline.com/tag/mal-de-parkinson/>. Acesso em: novembro de 2015.

Filho, Ariel Vieira de Moraes. Efeitos do Treinamento de Força sobre a Bradicinesia, Força Muscul ar e Desempenho Funcional em Indivíduos com Doença de Parkinson. Brasília, 2013.
ALVES, G., WENTZEL-LARSEN, T., AARSLAND, D. & LARSEN, J. P. 2005. 
Progression of motor impairment and disability in Parkinson disease: a 
population-based study. Neurology, 65, 1436-41.

3 comentários:

  1. Estudos comprovam que alguns fatores podem melhorar a qualidade de vida de pacientes portadores de doença de Parkinson. Existem tratamentos que permitem controlar de forma mais eficiente sintomas comuns da doença, como tremores, rigidez muscular, dificuldade de movimentos e coordenação.
    Junto ao tratamento da doença é recomendável que a família e o paciente tenham a consciência da importância de ter uma vida ativa, fazendo o exercício físico possível. A pessoa que sofre de Parkinson deve conduzir um exercício suave e regularmente dinâmico,pois isso trará uma melhora do estado físico e mental do paciente, como também do movimento, coordenação e massa muscular de forma significativa. Vale lembrar que, tudo deve iniciar por uma prescrição médica.
    Médicos especialistas no assunto recomendam alguns exercícios básicos que certamente ajudarão na vida cotidiana do portador de Parkinson: exercícios para cabeça e pescoço, que vão desde um movimento lateral para os lados como um giro no sentido anti-horário do relógio; exercícios em pé, visando manter o equilíbrio e a estabilidade;para melhorar a coordenação dos membros, exercícios com alternância de braços e pernas. Inúmeros outros exercícios continuam sendo pesquisados, incluindo os de respiração, com movimentos de inspiração e expiração.
    Portanto,é importante que se diga que, os especialistas têm se empenhado em pesquisas que possam trazer resultados expressivos no tratamento e controle da DP, com isso é possível viver com a doença, atenuando seus efeitos negativos e buscando uma melhora na qualidade de vida nos aspectos físico, mental e social.

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  2. Acrescentando ao trabalho exposto, podemos ter como a base que a atividade física, seja sendo exercício aeróbico, trazem ao organismo melhorias, diminuindo a chance de doenças cardiovasculares e melhorando a qualidade e a expectativa de vida, ou exercício anaeróbicos que são importante no aspectos fisiológicos. Os avanços adquiridos por pesquisas feitas na área da DP, permitem que a a qualidade de vida do paciente melhore consideravelmente, a partir disso apontar as qualidades nestas observadas: controlar de forma mais eficiente as flutuações motoras e outros sintomas comuns da doença, como tremores, rigidez muscular, dificuldade de movimentos e coordenação.
    No entanto é importante identificar que não só os aspectos físicos motores fazem que aja melhora em pacientes do DP, enfatizando que os aspectos afetivos e psicossociais dos mesmos são meramente importantes para a melhoria da doença e proporciona um suporte para que exponha êxito em futuros tratamentos com os pacientes.
    O uso combinado de condicionamento aeróbio e fortalecimento muscular anaeróbio, resulta em melhoras em medidas de desempenho funcional e de capacidade física de indivíduos em fase leve a moderada de evolução da DP. Um dos protocolos de exercícios utilizado e fácil aplicação, treino funcional, demonstra ganhos na velocidade da marcha, na habilidade em usar escadas, no nível de atividade física e nos sintomas clínicos,
    por indivíduos com DP. A melhora da mobilidade, da capacidade física e o aumento da socialização entre indivíduos com DP podem justificar o programas específicos de atividade física como estratégia de reabilitação para pessoas na sociedade.
    Nisso podemos destacar a força que tem o exercício físico, como papel importante e eficaz no tratamento,e pré e pós doença.

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  3. É perceptível como a atividade física auxilia no tratamento de indivíduos com Doença de Parkinson, uma vez que o exercício físico estimula a coordenação motora, além de melhorar seu estado psicológico e sua interação social.
    Para TUBINO (1984), a resistência anaeróbica é a qualidade física que permite a um indivíduo sustentar, o maior tempo possível, uma atividade física, uma situação em débito de oxigênio. E a resistência aeróbica é a qualidade física que permite a um indivíduo sustentar por um período longo de tempo uma atividade. Ou seja, “o treinamento aeróbico deve proporcionar uma sobrecarga cardiovascular suficiente capaz de estimular aumentos no volume de ejeção e no débito cardíaco” (MACARDLE; KATCH; KATCH, 1998, p. 388).
    Com o treinamento de força, que segundo a publicação é o tipo mais eficaz de exercício anaeróbico, os portadores de Doenças de Parkinson apesar de sentirem fraqueza, baixa potencia muscular e fadiga, com a frequente execução do treinamento podem garantir melhor equilíbrio, melhor controle muscular, redução do peso corporal, controle da pressão arterial em repouso, entre outros.
    Alguns exemplos de treinamento de força são o treinamento funcional, os treinos de resistência, treinos de equilíbrio, atividades posturais, etc. O treinamento de força pode ser combinado com atividade aeróbica moderada, como o caminhar, e alongamento para melhorar a flexibilidade.
    A união dos medicamentosos e do programa de exercício físico juntamente com uma dieta equilibrada, pode ser a chave para o controle da doença.

    Grupo: Gasto Energético

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