domingo, 8 de novembro de 2015

Parkinson e exercício



Conhecendo os principais sintomas sofridos pelas pessoas com Doença de Parkinson (DP), principalmente os distúrbios de movimento, é válida a hipótese de que a prática de atividades físicas regulares possa ser importante para a amenização desses sintomas, com a ideia de proporcionar uma melhora significativa na qualidade de vida das pessoas portadoras dessa doença.

Um dos maiores efeitos do indivíduo acometido ao Mal de Parkinson é o comprometimento do músculo esquelético, podendo atrofiar ou gerar certa fraqueza muscular, também pode ocasionar artrose, perda do equilíbrio e do movimento involuntário (LIMONGI, 2000).

Um programa de profissionais de Educação Física juntamente com a administração dos remédios e uma dieta controlada pode ser a chave para o controle da doença. Os profissionais de Educação física devem atentar a movimentos que trabalhem a flexibilidade muscular e articular, o fortalecimento da musculatura em geral, o equilíbrio e a coordenação motora do portador da DP (WILLIAMS; OXTOBY, 2000; REIS, 2004; GOULART et al., 2004; CHRISTOFOLETTIet al., 2006).

O meio mais útil de avaliar clinicamente o sucesso do tratamento da DP é através da observação da melhora nas atividades de vida diária, embora a avaliação neuropsicológica inicial e seriada seja fundamental para definir (inclusive quantitativamente) a melhora do quadro sintomático de progressão da doença (ABREU et al., 2005).

Portanto, sabemos que a prática desses exercícios não vá levar a cura da Doença de Parkinson, mas mostra claramente que os efeitos da mesma serão amenizados com a prática do exercício, gerando certa independência da pessoa acometida a essa doença.

Referencias:

Disponível em: <http://www.fontouraeditora.com.br/periodico/vol-10/Vol10n2-2011/Vol10n2-2011-pag-51a56/Vol10n2-2011-pag-51a56.pdf>. Acesso em novembro de 2015.

Disponível em: <http://teste.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/ex-resistido-no-parkinson.pdf>. Acesso em novembro de 2015.

Disponível em: <http://www.metodista.br/revistas/revistas-ipa/index.php/EUM/article/view/62/37>. Acesso em novembro de 2015.

Disponível em: <http://portalrevistas.ucb.br/index.php/efr/article/viewFile/1345/1023>. Acesso em novembro de 2015.



4 comentários:

  1. Um grande aliado no tratamento do mal de Parkinson é a dança, ela ajuda o paciente a manter o equilíbrio e a mobilidade, a dança também tem influência cognitiva. As formas de improvisação influenciam o pensamento divergente dos pacientes que acabam por encontrar mais de uma solução para acertar os passos da dança como, por exemplo, no tango. O tango requer uma coreografia específica que envolve andar para frente e de ré, de forma bastante rítmica, isso pode ser particularmente benéfico para pessoas com dificuldade de marcha e para prevenir quedas. Os pacientes ativam outras partes do cérebro criando novas alternativas, minimizando, dessa maneira, os efeitos das partes afetadas.
    Comentário feito pelo grupo Barreiras da Atividade Física.

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  2. Exercício físico não vai curar uma pessoa com Mal de Parkinson, mas faz com que o portador melhore os sintomas da doença, como coordenação, tremores e etc. Pra começar, o paciente deve ter uma vida ativa, isso é muito importante, não ficar parado, tente fazer exercícios diariamente, atividades leves e dinâmicas são uns bons exemplos, tipo: caminhar com as mãos cruzadas atrás das costas sobre alguma linha no chão, fazendo com que melhore a postura, um outro exercício é segurar algum objeto com as mãos, sendo que com um só pé, para manter o equilíbrio. E também exercícios de respiração são muito importantes para esse tipo de doença. Com o tempo é possível notar que com a prática dessas atividades melhoram satisfatoriamente a mobilidade, postura, equilíbrio, fazendo com que tenham uma melhor qualidade de vida.

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  3. Os benefícios da prática de atividade física regular e com orientação adequada são amplamente reconhecidos e contribuem para uma melhor qualidade de vida. No paciente com Parkinson os exercícios tem importância adicional visando não só os aspectos motores, como também os aspectos psicológicos e sociais.
    A atividade física não leva ao desaparecimento da doença, porém, pode retardar sua progressão, principalmente no que diz respeito à rigidez muscular e lentidão dos movimentos e acaba melhora a sensação de bem-estar e o estado funcional do paciente.
    Pessoas com Parkinson podem praticar qualquer tipo de esporte, no entanto, é mais seguro que ao praticar algum esporte escolha aquele adequado para a sua condição. Os jogos devem ser praticados de acordo com a condição física e o grau de comprometimento motor. Indivíduos com Parkinson que já praticam algum tipo de esporte, de maneira alguma precisam parar por causa da Doença. Todo exercício que traga prazer ao praticante, se praticado moderadamente, é benéfico.
    É importante ao aconselhar exercícios ao indivíduo com Parkinson, avaliar o nível da doença, verificando a condição motora já afetada e introduzindo atividades que possam se adequar a cada nível. Esse fator é de grande importância, pois dependendo do nível e intensidade da atividade, pode haver riscos na prática de determinado esporte.
    Para que as atividades possam alcançar resultados é importante introduzir atividades físicas que o paciente goste de praticar, para que haja adesão e continuidade nos programas de exercícios e seja garantido assim os benefícios desejáveis.

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  4. Indivíduos com doença de Parkinson apresentam déficits m
    otores na marcha, postura
    e equilíbrio e tendem a apresentar redução mais acentuada do ní
    vel de atividade física do que indivíduos
    assintomáticos da mesma idade. O declínio físico pode estar ass
    ociado à perda de força muscular, da capa-
    cidade física e piora do desempenho funcional na DP. Tais déficits contribuem para a perda de inde-
    pendência, quedas e inatividade, com consequente
    isolamento social e maior risco de osteoporose e
    doenças cardiovasculare. A inatividade é considerada um fator importante
    para a deterioração dos sintomas e patogênese na DP.
    Com a prática de exercício físico o portador da DP pode melhorar sua habildade mototra, tal como postura e tônus muscular.

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