domingo, 15 de novembro de 2015

Exercício aeróbico e mal de Parkinson


Indivíduos com a Doença de Parkinson apresentam déficits motores na marcha, na postura e no equilíbrio. Esses déficits atuam diretamente na falta de independência, inatividade e quedas, ocasionando um isolamento social e maior risco de osteoporose e doenças cardiovasculares. O uso de medicamentos para o tratamento da DP apresenta perda da eficácia com o tempo e está associada ao desenvolvimento de complicações motoras, como discinesias. Além disso, indivíduos com mal de Parkinson apresentam perdas na função cardiorrespiratória. Estudos recentes utilizando modelos de animais com DP demonstraram que exercícios aeróbios podem produzir efeito neuroprotetor e promover restauração de vias neuronais comprometidas na DP (Pothakos, K. et al, 2009; Fisher, BE. et al, 2004).Além de que , a prática de exercícios físicos podem estimular o controle do movimento e retardar a progressão da doença.
Recentes avanços no estudo do Mal de Parkinson revelam que a prática de exercícios ajuda no controle, ou, diminuição dos sintomas como a rigidez muscular e dos movimentos involuntários. A prática de exercícios aeróbicos tem bastante influencia na melhora de um indivíduo acometido com a doença, a vista que ele terá maior resistência às atividades involuntárias do seu corpo. Em um estudo revelou que a prática do treadmill, que consiste em uma caminhada contínua que pode ser realizada na esteira ou ao livre, melhora o desempenho de pessoas com a Doença de Parkinson, já que a pessoa com essa doença tem dificuldade no andar. No mesmo estudo realizado, observou-se a medida que a pessoa diminuía progressivamente o efeito da doença, ela melhorava sua saúde, ocasionando a perda de gordura corporal.
Um estudo recente comparou o desempenho na marcha entre dois grupos de indivíduos com DP submetidos a um protocolo de treino aeróbio e de exercícios sensoriais. Os resultados demonstraram que apenas o grupo submetido ao condicionamento aeróbio obteve melhora significativa na velocidade da marcha e no comprimento do passo. Acredita-se que tais resultados se devam ao fortalecimento muscular dos membros inferiores advindo do treinamento aeróbico. É possível que a utilização de medidas de avaliação de torque isométrico não tenha sido sensível e específica para verificar a contribuição do treino aeróbio no desempenho muscular dos indivíduos do presente estudo.
O incentivo feito por programas de atividade física envolvendo o fortalecimento muscular e condicionamento aeróbio pode resultar em melhoras no desempenho motor de indivíduos com sequelas neurológicas (Pothakos, K. et al, 2009; Fisher, BE. et al, 2004). Esses exercícios podem manifestar grande influência no ganho da velocidade da marcha, na habilidade em usar escadas, no nível de atividade física e nos sintomas clínicos específicos de cada um. Conclui-se que, a progressão da mobilidade, da capacidade física e o aumento da socialização entre indivíduos com DP justificam o uso desses programas de atividade física como estratégia de reabilitação nessa população.

Referência:
·                    http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2007/RN%2015%2002/Pages%20from%20RN%2015%2002-9.pdf
·                    Paula, Fátima Rodrigues de; Lima, Lidiane Oliveira; Salmela, Luci Fuscaldi Teixeira; Cardoso, Francisco. Exercício aeróbio e fortalecimento muscular melhoram o desempenho funcional na doença de Parkinson. Fisioter. mov. (Impr.) vol.24 no.3 Curitiba July/Sept. 2011
·                    Keus SHJ, Bloem BR, Hendriks EJM, Bredero-Cohen AB, Munneke M. Evidence-based analysis of physical therapy in Parkinson's disease with recommendations for practice and research. Mov Disord. 2007; 22(4):451-60. 



4 comentários:

  1. Pessoas com doença de Parkinson apresentam função cardiopulmonar reduzida, exercícios aeróbicos, por meio de caminhada ou treinamento na esteira, mostraram benefício na marcha e na qualidade de vida, é recomendado que treinamento aeróbico seja feito pelo menos 5 vezes por semana com duração de 30 minutos no caso de intensidade moderada ou baixa, ou pelo menos 3 vezes por semana com duração de 20 minutos se neste caso a intensidade do exercício for elevada, no entanto é muito importante que antes de qualquer atividade física o paciente deva procurar um medico que lhe dará algumas orientações juntamente com um profissional de Educação Física de como fazer e oque fazer dependendo do seu quadro.
    Comentário feito pelo grupo Barreiras da Atividade Fisica

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  2. A Doença de Parkinson (DP) é descrita como uma desordem neurodegenerativa que afeta a população idosa.O exercício físico regular, principalmente o aeróbico,é benéfico para pacientes com DP, pois reduz sintomas como a hipocinesia, bradicinesia, distúrbios da marcha, degeneração neuronal, sendo então reconhecido como um meio de auxiliar às terapias tradicionais (medicamentosa).Logo o exercício físico não cura o paciente com Parkinson, mas evita o agravamento de uma série de sintomas que dificultam a sua vida, como: diminuição do torque articular, através da redução do tônus; redução da incapacidade de realizar algumas tarefas devido a rigidez muscular e a acinesia podendo melhorar a coordenação motora afetada pelo tremor parkinsoniano; amenizar disfunções na marcha e no equilíbrio; aliviar os efeitos da bradicinesia; manter a independência funcional do indivíduo e reintegrá-lo a sociedade.Desse modo pessoas com DP deveriam ser encorajadas a manterem-se ativas, principalmente para o desempenho de atividades aeróbicas buscando assegurar a capacidade de realizar algumas tarefas.
    Grupo: Câncer e exercício físico



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  3. As praticas de exercícios, tais como: caminhada, bicicleta, aeróbica, entre outras, são de grande importância para aptidão de pessoas com Parkinson. Uma vida ativa diária é de grande ajuda para a prática desses exercícios. Ajudar fazer as coisas em casa e tentar fazer com frequência os deveres diários sozinho fazem a diferença também na prática dos exercícios. Além do que, sobrepeso é um dos problemas que o Mal de Parkinson pode causar, e os exercícios o ajudaram na redução do peso, como também ajuda a quem tem emagrecido a ganhar massa muscular. Nota-se também que é muito importante fazer exercícios que melhoram a mobilidade, assim a pessoa observará uma melhoria muito significativa nos seus movimentos.

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  4. A Doença de Parkinson é uma afecção degenerativa do SNC que compromete o sistema motor. A DP pode ocorrer em pessoas de ambos os sexos, onde o estado clinico ocorre geralmente entre 50 e 70 anos de idade.
    Essa enfermidade acarreta com uma perda progressiva as células da substancia negra do mesencéfalo, assim, há perda dos neurônios dopaminérgicos e o seu conteúdo de dopamina é inferior ao normal. A dopamina é neurotransmissor importante no controle do movimento, motivação e cognição.
    Um dos primeiros sinais do parkinsoniano é a rigidez, afetando toda musculatura estriada, assim, há rigidez dos intercostais, ocasionando uma queda na expansão torácica. Devido à fraqueza e atrofias musculares secundaria ao desuso, as pressões inspiratórias e expiratórias máximas são reduzidas e a função diafragmática é comprometida, levando uma oxigenação deficiente nos tecidos. A capacidade pulmonar total, a capacidade residual funcional, bem como a capacidade vital fica diminuída.
    Os exercícios aplicados aos portadores de DP possuem grande representatividade não só em aspecto motores, como também aspectos psicossociais. A atividade física tem efeito protetor nas doenças neurodegenerativas, ocasionando menor vulnerabilidade da dopamina.
    O treinamento de força, atividade postural e flexibilidade são necessários, como exemplo, o ganho de força muscular dos membros inferiores que é efetivo na manutenção e condicionamento físico do equilíbrio, evitando as quedas dos portadores. O treinamento com cargas também é necessário, pois podem estimular uma plasticidade do cérebro e na medula espinhal ou ate mesmo uma neurogênese.
    O exercício aeróbico reduz os sintomas da hipocinesia, bradicinesia, distúrbios da marcha, degeneração neuronal, alem de aumentar o efeito dos medicamentos. Os portadores de DP que desempenham exercícios aeróbicos mantêm normais a sua capacidade cardiovascular normal, apesar do déficit neurológico.
    Os exercícios devem ser leves e graduais, uma vez que, sua condição respiratória esta comprometida pela diminuição da ventilação pulmonar ocasionada pela hipercifose torácica e a calcificação dos intercostais que diminuem a expansão torácica. Todas as atividades físicas nos portadores de DP devem ser acompanhadas pelo medico, fisioterapeuta e um educador físico para que avaliem a especificidade do paciente. O exercício físico não é cura da doença, mas ameniza os sintomas.

    Grupo: Exercicio Fisico e Gasto Energetico.

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